sexta-feira, 15 de abril de 2011
Ovo Filosofico - O Nascimento da Filosofia
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Poemas na cidade
Obrigado ao coletivo que está espalhando estas jóias pela cidade.
Quer uma?...Então ande pela cidade olhando e reolhando seus recantos e assim, talvez, ache uma jóia.
quinta-feira, 31 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Rainer Maria Rilke
Passa lento o tempo da escola e a sua angústia
com esperas, com infinitas e monótonas matérias.
Oh solidão, oh perda de tempo tão pesada...
E então, à saída, as ruas cintilam e ressoam
e nas praças as fontes jorram,
e nos jardins é tão vasto o mundo —.
E atravessar tudo isto em calções,
diferente de como os outros vão e foram —:
Oh tempo estranho, oh perda de tempo,
oh solidão.
E olhar tudo isto à distância:
homens e mulheres; homens, homens, mulheres
e crianças, tão diferentes e coloridas —;
e então uma casa, e de vez em quando um cão
e o medo surdo trocando-se pela confiança:
Oh tristeza sem sentido, oh sonho, oh medo,
Oh infindável abismo.
E então jogar: à bola e ao arco,
num jardim que manso se desvanece
e por vezes tropeçar nos crescidos,
cego e embrutecido na pressa de correr e agarrar,
mas ao entardecer, com pequenos passos tímidos,
voltar silencioso a casa, a mão agarrada com força —:
Oh compreensão cada vez mais fugaz,
Oh angústia, oh fardo!
E longas horas, junto ao grande tanque cinzento,
ajoelhar-se com um barquinho à vela;
esquecê-lo, porque com iguais
e mais lindas velas outros ainda percorrem os círculos,
e ter de pensar no pequeno rosto
pálido que no tanque parecia afogar-se — :
oh infância, oh fugazes semelhanças.
Para onde? Para onde?
Rainer Maria Rilke, in "O Livro das Imagens"
Tradução de Maria João Costa Pereira
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
F. Nietzsche
8 - Qual pode ser nossa única doutrina?
- Que ninguém dá ao homem suas propriedades; nem Deus, nem a sociedade, nem seus pais e ancestrais, nem ele mesmo (- o contra-senso da representação, aqui por fim recusada, é ensinado por Kant, e talvez mesmo já por Platão, como "liberdade inteligível"). Ninguém é responsável em geral por ele existir, por ele ser constituído de tal ou tal modo, por ele se encontrar sob estas circunstâncias, nesta ambiência. A fatalidade de sua existência não pode ser separada da fatalidade de tudo o que foi e de tudo o que será. O homem não é a conseqüência de uma intenção própria, de uma vontade, de uma finalidade. Com ele não é feita a tentativa de alcançar um "ideal de homem" ou um "ideal de felicidade" ou um "ideal de moralidade". - É absurdo querer fazer rolar sua existência em direção a uma finalidade qualquer. Nós inventamos o conceito de "finalidade": na realidade falta a finalidade... É-se necessariamente, se é um pedaço de fatalidade, se pertence ao todo, se está no todo. Não há nada que pudesse julgar, medir, comparar, condenar nosso ser, pois isso significaria julgar, medir, comparar, condenar o todo... Mas não há nada fora do todo! Que ninguém mais seja responsável, que o modo de ser não possa ser reconduzido a uma causa prima, que o mundo não seja uma unidade nem enquanto mundo sensível, nem enquanto "espírito": só isso é a grande libertação. - Com isso a inocência do vira-ser é restabelecida... O conceito de "Deus" foi até aqui a maior objeção contra a existência... Nós negamos Deus, negamos a responsabilidade em Deus: somente com isso redimimos o mundo.
Os quadros erros : Crepúsculo dos Ídolos : Nietzsche
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Experiência do Olhar
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Mario Quintana
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mario Quintana
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Filosofia...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Um aniversario...
O tempo
tempo tem
tempo não tem
quem tem o tempo
tem tempo o tempo
o relógio tem tempo
quanto tempo tem o tempo
quando tempo tem o tempo
quem tem tempo de ter o tempo
Poema sem pontuação, métrica ou rima,
porque quem pontua ou rima é o Tempo
e Tempo nós não temos
quem nós tem é o Tempo.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O que é filosofia???
As questões são interiores à nossa vida, à nossa história: nascem aí, aí morrem, se encontram resposta, o mais das vezes aí se transformam.
Em todo o caso, é um passado de experiência e de saber que termina um dia nesse abismo.
Merleau-Ponty
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Uma Poesia....
My candle burns at both ends;
It will not last the night;
But, ah, my foes, and oh, my friends –
It gives a lovely light.
"Minha vela queima nas duas pontas;
A noite toda não vai durar;
Mas ah, meus inimigos,
e oh, meus amigos –
Que bela luz ela dá!"
Acho que prefiro este final: "Como ela ilumina lindamente!!"
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Questões para PENSAR!!!
"Um objeto é um único objeto ou uma união de elementos, um conjunto de pequenas partículas?"
"O Universo é um grão de areia na imensidade de nada...ou uma imensidade tão grande, que não podemos compreender ou imaginar?"
"O ser é sempre revelado pela aparência?"
"A liberdade pode existir sem levar em conta a necessidade?"
"Devemos nos deixar guiar pela razão ou pela paixão?"
"A cultura permite ao homem superar sua natureza?"
"O tempo pode durar uma eternidade?"
"Cada um de nós é um eu único ou um eu semelhante aos outros?"
"O homem é um copro limitado no tempo e no espaço, ou um espírito que não se encontra em lugar algum, que pode pensar todo o universo e toda a história, e mesmo pretender a imortalidade?"
"Esperar é ser ativo ou passivo?"
"Uma pessoa pode exprimir uma verdade objetiva?"
"Minha existência é produto de muitas causa, ou, talvez, razão de uma série de efeitos?"
Questões retiradas d'O livro dos grandes contrastes filosóficos, de Oscar Brenifer.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Percpeções - Tudo é o que parece
Será que vemos mesmo?
E o que vemos é aquilo mesmo?
Vejam e olhem com atenção...
para ver melhor tem que se distanciar?!
Ou seria se aproximar?!
O nome do pintor é Victor Molev
<http://www.victormolev.com/index.html>
"Tudo é o que parece, mesmo que seja uma baleia emergindo das águas de uma piscina"
segunda-feira, 26 de abril de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Este Amor : Jacques Prévert
Tão frágil
Tão terno
Tão desesperado
Este amor
Belo como o dia
E mau como o tempo
Quando há mau tempo
Este amor tão sincero
Este amor tão calmo e sereno
Tão feliz
Tão jovial
E tão pobre
Trêmulo como uma fagulha na escuridão
E tão seguro de si mesmo
Como um homem tranqüilo no mais fundo da noite
Este amor que assusta os demais
Que os faz falar
Que os faz empalidecer
Este amor vigiado
Porque nós o vigiamos
Acossado ferido pisoteado destroçado negado olvidado
Porque nós o acossamos ferimos pisoteamos destroçamos negamos olvidamos
Este amor íntegro
Tão vivo até agora
E pleno de sol
É o teu
É o meu
Esse que foi
Este algo sempre novo
E que não mudou
Tão verdadeiro como uma planta
Tão trêmulo como um pássaro
Tão cálido tão vivo como o verão
Ambos podemos juntos
Nos distanciar e retornar
Esquecê-lo
E depois dormirmos
Despertarmos padecer envelhecer
Dormirmos de novo
Sonhar com a morte
Despertarmos sorrir e rir
E rejuvenescer
Nosso amor segue ali
Obstinado como uma mula
Vivente como o desejo
Cruel como a memória
Absurdo como o arrependimento
Terno como as recordações
Frio como o mármore
Belo como o dia
Frágil como um menino
Nosso amor nos olha sorrindo
E nos fala sem dizer nada
E eu o escuto trêmulo
E grito
Grito por ti
Grito por mim
E te suplico
Por ti por mim por todos os que se amam
E os que se amaram
Sim lhe grito
Por ti por mim e por todos
Os que não conheço
Fica
Não te mexa
Não vá
Nós os que somos amados
Te esquecemos
Mas não nos esqueça tu
Só tínhamos a ti no mundo
Não permitas que nos tornemos indiferentes
Cada vez mais longe
E desde onde sejas
Dai-nos sinais de vida
Muito mais tarde desde o recanto de um bosque
Na selva da memória
Surge de repente
Estenda-nos a mão
E salva-nos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Um amor...
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
ou melhor estou esdrúxulo por isso estou ridículo,
ou seria estou amando e assim estou ridículo,
ou sou esdrúxulo então amo e sou ridículo porque amo.
O que importa, e que AMO, sou amor, então sendo assim, sou ridículo e esdrúxulo.
domingo, 24 de janeiro de 2010
João e Maria
Lembramos de olhar
o orvalho, a flor na grama, a borboleta na folha
e maravilharmos como da primeira vez.
sábado, 9 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Um Livro...
mas recomendo que leiam se vai ou não viajar.
Ele é um romance filosófico, dos melhores.
Mas só aqui entendi a coisa do ouriço e a sua elegância,
e que nós, brasileiros, não temos o costume de comer ouriço,
por isto não vemos o interior dele, que é de um delicadeza e
elegância fenomenal. A escritora foi muito perspicaz neste sentido, e
para entender melhor leiam o livro.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Um Poema...
Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um Brasileiro....
Paris.





















