segunda-feira, 26 de abril de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Este Amor : Jacques Prévert
Este amor
Jacques Prévert
Tão violento
Tão frágil
Tão terno
Tão desesperado
Este amor
Belo como o dia
E mau como o tempo
Quando há mau tempo
Este amor tão sincero
Este amor tão calmo e sereno
Tão feliz
Tão jovial
E tão pobre
Trêmulo como uma fagulha na escuridão
E tão seguro de si mesmo
Como um homem tranqüilo no mais fundo da noite
Este amor que assusta os demais
Que os faz falar
Que os faz empalidecer
Este amor vigiado
Porque nós o vigiamos
Acossado ferido pisoteado destroçado negado olvidado
Porque nós o acossamos ferimos pisoteamos destroçamos negamos olvidamos
Este amor íntegro
Tão vivo até agora
E pleno de sol
É o teu
É o meu
Esse que foi
Este algo sempre novo
E que não mudou
Tão verdadeiro como uma planta
Tão trêmulo como um pássaro
Tão cálido tão vivo como o verão
Ambos podemos juntos
Nos distanciar e retornar
Esquecê-lo
E depois dormirmos
Despertarmos padecer envelhecer
Dormirmos de novo
Sonhar com a morte
Despertarmos sorrir e rir
E rejuvenescer
Nosso amor segue ali
Obstinado como uma mula
Vivente como o desejo
Cruel como a memória
Absurdo como o arrependimento
Terno como as recordações
Frio como o mármore
Belo como o dia
Frágil como um menino
Nosso amor nos olha sorrindo
E nos fala sem dizer nada
E eu o escuto trêmulo
E grito
Grito por ti
Grito por mim
E te suplico
Por ti por mim por todos os que se amam
E os que se amaram
Sim lhe grito
Por ti por mim e por todos
Os que não conheço
Fica
Não te mexa
Não vá
Nós os que somos amados
Te esquecemos
Mas não nos esqueça tu
Só tínhamos a ti no mundo
Não permitas que nos tornemos indiferentes
Cada vez mais longe
E desde onde sejas
Dai-nos sinais de vida
Muito mais tarde desde o recanto de um bosque
Na selva da memória
Surge de repente
Estenda-nos a mão
E salva-nos.
Tão frágil
Tão terno
Tão desesperado
Este amor
Belo como o dia
E mau como o tempo
Quando há mau tempo
Este amor tão sincero
Este amor tão calmo e sereno
Tão feliz
Tão jovial
E tão pobre
Trêmulo como uma fagulha na escuridão
E tão seguro de si mesmo
Como um homem tranqüilo no mais fundo da noite
Este amor que assusta os demais
Que os faz falar
Que os faz empalidecer
Este amor vigiado
Porque nós o vigiamos
Acossado ferido pisoteado destroçado negado olvidado
Porque nós o acossamos ferimos pisoteamos destroçamos negamos olvidamos
Este amor íntegro
Tão vivo até agora
E pleno de sol
É o teu
É o meu
Esse que foi
Este algo sempre novo
E que não mudou
Tão verdadeiro como uma planta
Tão trêmulo como um pássaro
Tão cálido tão vivo como o verão
Ambos podemos juntos
Nos distanciar e retornar
Esquecê-lo
E depois dormirmos
Despertarmos padecer envelhecer
Dormirmos de novo
Sonhar com a morte
Despertarmos sorrir e rir
E rejuvenescer
Nosso amor segue ali
Obstinado como uma mula
Vivente como o desejo
Cruel como a memória
Absurdo como o arrependimento
Terno como as recordações
Frio como o mármore
Belo como o dia
Frágil como um menino
Nosso amor nos olha sorrindo
E nos fala sem dizer nada
E eu o escuto trêmulo
E grito
Grito por ti
Grito por mim
E te suplico
Por ti por mim por todos os que se amam
E os que se amaram
Sim lhe grito
Por ti por mim e por todos
Os que não conheço
Fica
Não te mexa
Não vá
Nós os que somos amados
Te esquecemos
Mas não nos esqueça tu
Só tínhamos a ti no mundo
Não permitas que nos tornemos indiferentes
Cada vez mais longe
E desde onde sejas
Dai-nos sinais de vida
Muito mais tarde desde o recanto de um bosque
Na selva da memória
Surge de repente
Estenda-nos a mão
E salva-nos.
Cet Amour
J. Prévert
Cet amour
Si violent
Si fragile
Si tendre
Si désespéré
Cet amour
Beau comme le jour
Et mauvais comme le temps
Quand le temps est mauvais
Cet amour si vrai
Cet amour si beau
Si heureux
Si joyeux
Et si dérisoire
Tremblent de peur comme un enfant dans le noir
Et si sur de lui
Comme un homme tranquille au milieu de la nuit
Cet amour qui faisait peur aux autres
Qui les faisait parler
Qui les faisait blêmir
Cet amour guetté
Parce que nous le guettions
Traqué blessé piétiné achevé nié oublié
Parce que nous l’avons traqué blessé piétiné achevé nié oublié
Cet amour tout entier
Si vivant encore
Et tout ensoleillé
C’est le tien
C’est le mien
Celui qui a été
Cette chose toujours nouvelle
Et qui na pas changé
Aussi vraie qu’une plante
Aussi tremblent qu’un oiseau
Aussi chaude aussi vivante que l’été
Nous pouvons tous les deux
Aller et revenir
Nous pouvons oublier
Et puis nous rendormir
Nous réveiller souffrir vieillir
Nous endormir encore
Rêver à la mort
Nous éveiller sourire et rire
Et rajeunir
Notre amour reste là
Têtu comme un bourrique
Vivant comme le désir
Cruel comme la mémoire
Bête comme les regrets
Tendre comme le souvenir
Froid comme le marbre
Beau comme le jour
Fragile comme un enfant
Il nous regarde en souriant
Et il nous parle sans rien dire
Et moi je l’écoute en tremblant
Et je crie
Je crie pour moi
Je te supplie
Pour toi pour moi et pour tous ceux qui s’aiment
Et qui se sont aimés
Oui je lui crie
Pour toi pour moi et pour tous les autres
Que je ne connais pas
Reste là
Là où tu es
Là où tu était autrefois
Reste là
Ne bouge pas
Ne t’en vas pas
Nous qui sommes aimés
Nous t’avons oubliée
Toi ne nous oublie pas
Nous n’avions que toi sur la terre
Ne nous laisse pas devenir froids
Beaucoup plus loin toujours
Et n’importe où
Donne-nous signe de vie
Beaucoup plus tard au coin d’un bois
Dans la forêt de la mémoire
Surgis soudain
Tende-nous la main
Et sauve nous.
quarta-feira, 10 de março de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Um amor...
Todas as Cartas de Amor são Ridículas
Álvaro de Campos
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Estou me sentindo bem ridículo e esdrúxulo,
ou melhor estou esdrúxulo por isso estou ridículo,
ou seria estou amando e assim estou ridículo,
ou sou esdrúxulo então amo e sou ridículo porque amo.
O que importa, e que AMO, sou amor, então sendo assim, sou ridículo e esdrúxulo.
ou melhor estou esdrúxulo por isso estou ridículo,
ou seria estou amando e assim estou ridículo,
ou sou esdrúxulo então amo e sou ridículo porque amo.
O que importa, e que AMO, sou amor, então sendo assim, sou ridículo e esdrúxulo.
Tenham uma boa semana.
domingo, 24 de janeiro de 2010
João e Maria
Chico Buarque, João e Maria:
Para sermos sempre criança,
Lembramos de olhar
o orvalho, a flor na grama, a borboleta na folha
e maravilharmos como da primeira vez.
Lembramos de olhar
o orvalho, a flor na grama, a borboleta na folha
e maravilharmos como da primeira vez.
sábado, 9 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Um Livro...
foi um ótimo livro de introdução para a viagem que estou fazendo,
mas recomendo que leiam se vai ou não viajar.
Ele é um romance filosófico, dos melhores.
Mas só aqui entendi a coisa do ouriço e a sua elegância,
e que nós, brasileiros, não temos o costume de comer ouriço,
por isto não vemos o interior dele, que é de um delicadeza e
elegância fenomenal. A escritora foi muito perspicaz neste sentido, e
para entender melhor leiam o livro.
mas recomendo que leiam se vai ou não viajar.
Ele é um romance filosófico, dos melhores.
Mas só aqui entendi a coisa do ouriço e a sua elegância,
e que nós, brasileiros, não temos o costume de comer ouriço,
por isto não vemos o interior dele, que é de um delicadeza e
elegância fenomenal. A escritora foi muito perspicaz neste sentido, e
para entender melhor leiam o livro.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Um Poema...
O Guardador de Rebanho
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um Brasileiro....
Aqui na frança reafirmo cada vez mais a minha brasilidade, sou um brasileiro de pais, avôs, bisavós e provavelmente de tataravôs e anteriores. Aqui me perguntam com frequência de onde sou ou de onde meus pais são, somos todos brasileiros, brasileiros com orgulho e lamentações de ser, mas é o que somos.
Gostamos de vatapá, acarajé, bobó e tacacá, sabemos desde novo quem é Chico Buarque ou Machado de Assis, escutamos samba sem nem saber o que é isto, ou se gostamos ou não, vivemos virados para a praia, mesmo sem nunca termos ido à ela, imaginamos uma Cidade Maravilhosa mesmo que ela não seja tão maravilhosa, mas queremos ir lá em algum momento de nossas vidas.
Chacrinha, tão em moda, quem não lembra? Ou melhor, programas de domingo a tarde na TV, na nossa "velha rival" TV Globo. Sem falar do futebol, que é algo que não gosto, mas como brasileiro estava lá acompanhando o final do brasileirão, mesmo sem acompanhar. Tem ainda a cerveja com os amigos, a "mulata", a "loira burra", o churrasco de domingo, a ressaca de segunda. A mistura no Podrão, ops, no Porcão, ou outra churrascaria de rodízio, onde servem sushi com polenta ao molho de bolonhesa, coisas do Brasil.
Mas que justamente por estas razões, razões de uma relação despretensiosa com a vida, uma relação de uma certa zombaria para com as coisas serias é que fazem termos a alegria estampada no rosto, gostem ou não os que gostariam de um país "sério e certo", nós somos assim: zombadores de nós mesmo, acima de tudo.
MaYa
Paris.
Paris.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O Saber e o Sabre
O Saber e o Sabre
o saber assim como o sabre
tanto fere como mata.
então cuidado
com um e com outro.
Maya, algum ano.
sábado, 10 de outubro de 2009
leitura
Recebi este livro como indicação de um amigo, o qual levo muito em consideração as suas leituras.

Estou adorando...depois falo mais...
Procurando uma capa achei este blog (http://peregrinacultural.wordpress.com/?s=muriel+barbery) com uma boa escrita sobre o livro e sobre o ler...

Estou adorando...depois falo mais...
Procurando uma capa achei este blog (http://peregrinacultural.wordpress.com/?s=muriel+barbery) com uma boa escrita sobre o livro e sobre o ler...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
um poeminha
Um dia caminhando pelas pedras da calçada,
senti uma dor que não doi,
um arrepio sem ter medo,
uma paz angustiante...
Era (É) a certeza da minha morte iminente.
Maya
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Uma trilha
Uma trilha para curtir a vida e os fins de semanas:
http://www.putumayo.com/en/catalog_item.php?album_id=197
como é bom amar....
http://www.putumayo.com/en/catalog_item.php?album_id=197
como é bom amar....
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Robert Crumb
Quem não conhece, já passou da hora de conhecer, um dos melhores escritores e desenhista da atualidade, Robert Crumb: http://www.rcrumb.com/.
Na época em que capa de disco era uma obra de arte!
Eixão: Noite em Brasília
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O Céu e a bola...
Já descobriram onde se encontram estas imagens?
Olhem com carinho a cidade.
Percorram suas ruas com um olhar atento...
Uma Estética
Os sons, as imagens, as palavras,
são mais que expressões do pensamento,
eles possuem uma virtude mágica.
Estética do cinema, pg. 63, Gérard Beton.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Ciclo de Debates: Mutações
http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/03/mutacoes-a-experiencia-do-pensamento-2009/- http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/08/14/seminario-mutacoes-experiencia-do-pensamento-comeca-nesta-segunda-214322.asp
- http://www.casafiatdecultura.com.br/emcartaz/mutacoes/apresentacao.html
- http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/?p=240
- http://www.overmundo.com.br/agenda/ciclo-mutacoes-a-experiencia-do-pensamento-na-casa-fiat-de-cultura
- http://www.gie.cespe.unb.br/course/view.php?id=204
terça-feira, 25 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Percepção
Como fazer para "capturar" as percepções do mundo?
Pensei em uma rede de pescar ou melhor em uma teia.
Esta teia poderia ser capaz de captar, ou capturar as percepções.
Estas que nos fazem humano.
Vida poesia Viver poeta Sofre poetizar.
Vida poetizar a Morte.
Poesia do viver para perceber a vida.
Criar uma rede de pescar as percepções.
Uma teia de pensar a percepção
de capturar a vida na poesia.
em construção...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
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